A Quinta e Jardins

No Solar da Quinta da Conceição existem 12 quartos confortáveis e carismáticos, muito bem mobilados com antiguidades e arte original. O hall de entrada impressionante, a grande sala de estar e de jantar, a Cozinha Antiga, os terraços, a piscina e os extensos jardins, toda a Quinta está à disposição dos hóspedes, com excepção das áreas de serviço.

Os quartos podem ser reservados individualmente ou, no caso de famílias e grupos, toda a casa poderá ser reservada permitindo usufruir de toda a propriedade e desfrutar das suas instalações com total privacidade. A nossa pequena equipa, de pessoal dedicado, assegura o seu conforto de modo a tornar a sua estadia realmente inesquecível.

Gardens

A extensa renovação e restauração feita na última década, permitiu trazer a história deste local até ao século XXI.

O Solar, implantado numa elevação, encontra-se rodeado por mais de 50 hectares de uma ruralidade idílica repleta de sobreiros antigos, olivais e campos garantindo paisagens inesquecíveis, privacidade, tranquilidade e ar puro. É um local perfeito não só para relaxar e descansar, mas também para apreciar as atracções históricas e culturais de Lisboa, o vinho e a gastronomia das vilas situadas nas proximidades, tal como Azeitão, Sesimbra, Palmela ou Setúbal, a deslumbrante costa e de fácil acesso às excelentes praias do parque natural da Arrábida e campo de golf na Quinta do Peru.

Os jardins são virados a oeste em direcção ao Vale Real, um canal que no século XVIII ligava a propriedade a Lisboa numa travessia de barco, denominada Real devido às visitas de D. João V à Quinta da Conceição. Uma longa escadaria, ladeada por flores desce em direção ao canal, passando pelos terraços de estilo português, jardins e aqueduto.

A piscina, originalmente construída no século XVIII e utilizada como como um tanque de armazenamento de água, foi cuidadosamente adaptada para criar uma fantástica piscina de água salgada, com aquecimento solar, muitos espaços que convidam ao relaxamento e a desfrutar do excelente Verão português. Devido ao aquecimento solar tem normalmente água tépida de Maio a Outubro. Atrás da piscina está o Spa com sauna, banho de vapor e sala de massagens.

História

 

A Quinta da Conceição foi construída para o cidadão holandês António Cremer e sua esposa Catherine Van Zeller, em 1715.

A inscrição em latim que se encontra por cima da porta da capela diz o seguinte:

“D. Antonio Cremer, cavaleiro da Ordem de Cristo, almirante dos Países Baixos, encarregado geral dos negócios entre Portugal e as Províncias Unidas da Bélgica, e sua adorada esposa D. Catarina Sofia Van Zeller, tanto para satisfazerem a própria devoção como a dos vizinhos, levantaram este pequeno templo a Deus Bom e Grande e á Pura Conceição da Imaculada Virgem Mãe de Deus. Construíram juntos esta casa e o jardim para seu repouso e de seus descendentes, que a Graça de Deus lhes conceda isto. A primeira pedra foi colocada no primeiro dia de Maio de 1715 precisamente no dia da publicação do tratado de paz entre Portugal e Espanha e no dia 8 de Setembro do mesmo ano, tiveram lugar na capela os primeiros ofícios religiosos. Aceita, ó Virgem, estes altares que te consagramos e não desprezes, deusa benigna, a pequena dádiva”.

António Cremer almirante holandês, veio para Portugal no início da Guerra da Sucessão ao Trono de Espanha (1701-1714) onde serviu como almirante. Foi agraciado, pelos serviços prestados, com a mais alta condecoração entregue pelo Rei de Portugal, a ‘Ordem de Cristo’. Após ter sido assinado o tratado de Utrech em 1713, Cremer ficou em Portugal como diplomata holandês. Em 1725 foi designado pelo Rei D. João V para supervisionar e revolucionar a produção de pólvora em nome do Império Português, um recurso vital na Marinha Portuguesa a fim de defender o que era na altura, provavelmente o império mais rico da Europa. A pólvora portuguesa era escassa e de qualidade inferior, mas em 1729 depois da intervenção de Cremer foi considerada a melhor da Europa.

João V visitou a Quinta da Conceição em 1715, e de novo em 1725, desta vez com sua mulher a Rainha D. Ana Maria da Áustria e com os infantes e consta que o Rei foi recebido com uma salva de nove peças e foi-lhe servido um refresco.  

António Cremer almirante holandês, veio para Portugal no início da Guerra da Sucessão ao Trono de Espanha (1701-1714) onde serviu como almirante. Foi agraciado, pelos serviços prestados, com a mais alta condecoração entregue pelo Rei de Portugal, a ‘Ordem de Cristo’. Após ter sido assinado o tratado de Utrech em 1713, Cremer ficou em Portugal como diplomata holandês. Em 1725 foi designado pelo Rei D. João V para supervisionar e revolucionar a produção de pólvora em nome do Império Português, um recurso vital na Marinha Portuguesa a fim de defender o que era na altura, provavelmente o império mais rico da Europa. A pólvora portuguesa era escassa e de qualidade inferior, mas em 1729 depois da intervenção de Cremer foi considerada a melhor da Europa.

João V visitou a Quinta da Conceição em 1715, e de novo em 1725, desta vez com sua mulher a Rainha D. Ana Maria da Áustria e com os infantes e consta que o Rei foi recebido com uma salva de nove peças e foi-lhe servido um refresco.  

O brasão de António Cremer, que está por cima da lareira, na sala, inclui referências à sua ligação à pólvora. Na parte superior e do lado esquerdo do brasão encontra‑se uma cegonha que carrega, num pé, uma bola de canhão e no lado direito dedicado à família Van Zeller, estão três pássaros e uma estrela. 

O solar, com aproximadamente 800 m2, foi construído no estilo barroco, com uma torre de influência holandesa e uma disposição tradicionalmente portuguesa. É um exemplo maravilhoso de uma construção barroca, tanto exterior como interior, sendo imponente mas linda e uma surpresa completa quando a vemos emergir. É uma casa que é impossível de ficar indiferente. Tem dois pisos, sendo que o superior tem quartos grandiosos com tectos altos e o inferior quartos com um charme mais rústico.

Em 1941, quando foi comprada pelos familiares dos actuais donos, estava em ruínas e era apenas usada como estábulos. O novo dono, Carlos Ferreira, um dos empresários de maior sucesso do seu tempo, encomendou ao arquitecto português António Lino a transformação da ruína naquilo que, mais ou menos, existe hoje. Teve mais um período de abandono, mas foi novamente recuperada nos últimos 10 anos retomando a sua glória original ao receber hóspedes de casamentos, retiros e viajantes. Esperamos que esta nova vida continue até ao 400º aniversário da Quinta.  

Carlos and Laura Ferreira c. 1935

A nossa Equipa

 

Temos uma pequena equipa muito dedicada que pretende cuidar dos hóspedes e fazê-los sentirem‑se em casa. Não somos um hotel com staff e serviços disponíveis a qualquer hora. Preferimos oferecer-lhe um acolhimento personalizado e amigável de modo a que possa desfrutar deste local maravilhoso com tudo o que este tem para oferecer. Prometemos dar o nosso melhor para assegurar que, ao partirem, vão repletos de óptimas memórias e experiências.


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